quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ossos do ofício

Tentem convencer uma amiga apaixonada de que:

(i) o casamento é um contrato e o amor para sempre não existe;
(ii) o amor- enquanto dura- não tem nada a ver com dinheiro, contas bancárias nem criacinhas que dormem mal e que se portam pior;
(iii) na eventualidade de contratualizar a coisa, convém ser com separação de bens;
(iv) já agora, convém fazer convenção antenupcial;
(v) uma relação não vai melhorar se se usar um anel ridículo no anelar esquerdo;
(vi) os homens amam na horizontal, três vezes por semana;
(vii) correm riscos de os filhos saírem a eles;
(viii) vão dar cabo da carreira e do corpo em particular da vida em geral;
(ix) vai chegar um dia em que vão querer ter um amante e vão encher-se de culpa por isso;
(x) vai chegar o dia em que vão deixar de ter vontade de amar;
(xii) só fazem o pré-contencioso de borla, porque o divórcio já é a pagantes.
(xiii) é melhor não meter Deus ao barulho.

É quanto basta para que percebam o que é ter amigos que se tornam clientes.

3 comentários:

Anónimo disse...

Só 3x por semana?

Anónimo disse...

basta o belo do regime da separação de casamentos.

Precisamente para não chamar o filho do carpinteiro, como diria JCM, é melhor mm ficarem-se pela Conservatória.

sibila disse...

Cara Olinda,

Acabaste de encntrar mais uma razão para dizer não ao casamento...Confesso que essa tinha-me passado por completo.

bêjos